SANTO DO DIA
8 de Fevereiro
SANTO DO DIA - 8 de Fevereiro
Santa Josefina Bakhita
Se eu ficar de joelhos toda a vida, não expressarei
jamais toda a minha gratidão a Deus.

Santa Josefina Bakhita
No Sudão, em 1878, aquela menininha de 9 anos foi surpreendida por dois homens que lhe taparam o caminho e apontaram-lhe uma arma. Em seguida, levam-na consigo, como se rouba uma galinha de um galinheiro. Naquele dia, como se fosse num pesadelo, a menina africana se esqueceu de tudo, até mesmo o próprio nome, assim como o de seus pais, com quem morava.
Os então mercantes mulçumanos decidem rebatizá-la. Bakhita, eles a chamavam, afortunada. Uma ironia para aquela menina que agora se tornara mercadoria humana e passava de mão em mão nos mercados de escravos. Um dia, enquanto servia um general turco, foi lhe gravada com faca uma tatuagem no corpo, 114 cortes e as feridas cobertas de sal para permanecerem evidentes.
Santa Bakhita sobreviveu a tudo, até que um raio de luz atingiu o inferno. Um oficial italiano, Callisto Legnami, a comprou dos traficantes. Nesse dia, Bakhita-Afortunada vestiu, pela primeira vez, um vestido, entrou numa casa, a porta foi fechada e 10 anos de brutalidades indescritíveis ficaram para trás. O oásis durou dois anos, quando o italiano, que a tratava com carinho, foi forçado a repatriar-se sob a pressão da revolução mahdista. Santa Bakhita se recordará daquele momento: « Ousei pedir-lhe que me levasse à Itália com ele ». Callisto aceitou e, em 1884, Santa Bakhita desembarcou na península onde, para a pequena ex-escrava, um destino inimaginável a esperava. Ali, ela se tornou amiga e também babá de Alice, a filha mais nova do casal, que estava nascendo.
Como, conforme Romanos 8,28, tudo concorre para o bem dos que amam a Deus, em 1888, o casal que a hospeda viaja. Durante 9 meses, Santa Bakhita e Alice são confiadas às Irmãs Canossianas de Veneza. Ela conhece Jesus, aprende o catecismo e, em 9 de janeiro de 1890, Santa Bakhita recebe o Batismo com o nome de Giuseppina Margherita Fortunata. Na mesma ocasião, também recebe o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão.
Com 24 anos, em 1893, entra no noviciado das Canossianas. Três anos depois, profere os votos. Durante 45 anos, foi cozinheira, sacristã e, acima de tudo, uma porteira do convento de Schio, onde agia com bondade. Carinhosamente, ela chamava Deus como seu patrão, o meu Patrão, ela dizia. Foi conhecida por muitos pela alegria e pela paz que comunicava.
Conta-se que, por Santa Bakhita viver no país europeu e em meio à realidade de pessoas com cor de pele clara, as crianças da época a chamavam carinhosamente de irmã de chocolate. Isso também porque ela distribuía doçura em sorrisos e atitudes.
Para todo o convento de Schio é um dia de luto quando Giuseppina Bakhita morre aos 8 de fevereiro de 1947 por pneumonia. Foi realmente afortunada a sua vida e o dirá ela mesma: « Se encontrasse aqueles negreiros que me sequestraram e mesmo aqueles que me torturaram, eu me colocaria de joelhos para beijar as suas mãos, porque se tudo isso não tivesse acontecido, eu não seria agora cristã e religiosa ».
São João Paulo II a canonizou em 1 de outubro de 2000. Santa Bakhita tornou-se então uma santa da Família Canossiana (Congregação fundada por Santa Madalena de Canossa). Os filhos e filhas da Caridade (Canossianos) nasceram na Itália. Depois de ir em missão para vários países, os Canossianos também se instalaram o Brasil em 1948. Hoje, são mais de 2 mil irmãs em vários países, inclusive no Sudão. No Brasil, são 45 irmãs.
Oração
Santa Bakhita, seu nome assim foi escrito nas palmas das mãos de Deus no seu Batismo, por isso eu peço a sua ajuda em cada situação em que eu fui sequestrado de mim mesmo. Tapam-me os olhos da esperança e, por vezes, não vejo horizontes. Ajuda-me, com sua intercessão junto a Jesus, para que eu receba novas vestes da alma e que eu seja livre.
Amém.
Santa Josefina Bakhita, rogai por nós!
CALENDÁRIO DOS SANTOS
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