REFLEXÃO DA LITURGIA
28 de Março
REFLEXÃO DO DIA - 28 de Março
Amor aos inimigos
Evangelho - Mateus 5,43-48
Na liturgia de hoje, na primeira leitura, Moisés recorda ao povo que o Senhor os chama a observar os mandamentos com fidelidade, vivendo de acordo com a aliança. Em resposta, Israel se compromete a seguir o Senhor como único Deus, e Deus, por sua vez, promete fazer deles um povo santo, exaltado e consagrado. É uma relação de compromisso mútuo: fidelidade de Deus e fidelidade do povo.
Esta leitura nos lembra que a fé não é apenas um sentimento, mas uma escolha concreta de vida. Seguir os mandamentos é viver na amizade com Deus, reconhecendo que Ele nos chama a ser diferentes, luz para as nações e testemunho de santidade. A aliança é sempre atual: Deus permanece fiel, mas espera nossa resposta de amor e obediência.
Em resumo: somos chamados a viver como povo consagrado, respondendo ao amor de Deus com fidelidade e testemunho, para que nossa vida manifeste a presença do Senhor no mundo.
No salmo responsorial temos, « Quero louvar-vos com sincero coração, / pois aprendi as vossas justas decisões. / Quero guardar vossa vontade e vossa lei; / Senhor, não me deixeis desamparado! »
No Evangelho, Jesus nos apresenta um dos ensinamentos mais desafiadores: “Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem.” Ele nos chama a ir além da lógica humana de amar apenas quem nos ama, convidando-nos a viver a perfeição do amor do Pai, que faz nascer o sol e cair a chuva sobre justos e injustos.
O amor cristão não pode ser limitado ou condicionado. Amar os inimigos significa abrir o coração à misericórdia e deixar que o Espírito Santo transforme nossas atitudes. É um amor que não se baseia em sentimentos, mas em decisão e fidelidade ao Evangelho.
Esta leitura nos desafia a refletir em quem precisamos exercitar esse amor maior hoje, para que nossa vida seja testemunho autêntico da presença de Deus?
Em resumo: ser discípulo de Cristo é aprender a amar como o Pai ama, sem exclusões, tornando-nos sinais vivos da misericórdia e da perfeição divina no mundo.
Na certeza de que devemos estar prontos ao perdão e seguirmos os ensinamentos de Jesus, nosso Sábado será um dia de reconciliação e paz, marcado pela força do amor que cura, pela humildade que aproxima os corações e pela alegria de viver segundo a vontade do Senhor, que nos chama sempre à comunhão fraterna.
