REFLEXÃO DA LITURGIA
25 de Janeiro
REFLEXÃO DO DIA - 25 de Janeiro
Retorno à Galileia
Evangelho - Mateus 4,12-23
Na liturgia de hoje, na primeira leitura, o profeta Isaías anuncia que o povo que caminhava nas trevas verá uma grande luz. É uma mensagem que atravessa os séculos e encontra sua plenitude em Cristo.
O texto fala de um povo oprimido, marcado pela dor e pela escuridão. Mas Deus promete que uma grande luz brilhará. Para nós, essa luz é Jesus, que ilumina nossas vidas e dissipa as sombras do pecado e da desesperança. Isaías compara a alegria do povo à alegria da colheita e da vitória. É uma alegria que não depende das circunstâncias humanas, mas da certeza de que Deus age e liberta. O profeta anuncia que o Senhor quebrará o jugo que pesava sobre o povo. Isso nos lembra que Cristo veio para nos libertar de tudo aquilo que nos escraviza: o pecado, o medo, a injustiça. A Igreja lê este texto à luz do Natal: Jesus é a grande luz que nasce para iluminar os que estavam nas trevas. Ele é a realização da esperança de Israel e a fonte da nossa salvação.
Em resumo: O profeta Isaías nos recorda que a última palavra não é da escuridão, mas da luz de Deus. A fé nos convida a caminhar confiantes, porque em Cristo já resplandece a vitória da vida sobre a morte.
No salmo responsorial temos, « Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. / Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! »
Na segunda leitura, São Paulo dirige-se à comunidade de Corinto, que estava dividida em facções: alguns diziam pertencer a Paulo, outros a Apolo, outros a Pedro, e outros a Cristo. Paulo, com firmeza e amor, recorda que todos são chamados à unidade em Cristo, pois não foi nenhum apóstolo que morreu por eles, mas o próprio Senhor.
São Paulo insiste: “Sede todos unidos, sem divisões entre vós”. A Igreja é corpo de Cristo, e quando nos dividimos, enfraquecemos o testemunho do Evangelho. A verdadeira comunhão nasce da fé em Jesus, não em líderes humanos. São Paulo lembra que ninguém foi batizado em nome de Paulo ou de outro apóstolo, mas em nome de Cristo. Isso nos ensina que toda a nossa vida cristã deve estar centrada em Jesus, que é o único Salvador. A comunidade de Corinto refletia uma tentação que ainda existe hoje: colocar pessoas, grupos ou ideologias acima de Cristo. Paulo nos alerta que isso gera divisões e nos afasta da essência da fé. Paulo conclui dizendo que sua missão não é anunciar com sabedoria humana, mas proclamar a cruz de Cristo. A cruz é escândalo para o mundo, mas para nós é força e salvação.
Em resumo: Esta leitura nos ensina que a verdadeira identidade do cristão não está em seguir este ou aquele líder, mas em pertencer a Cristo, que nos une na cruz e nos chama à comunhão.
No Evangelho, temos o início da vida pública de Jesus: após a prisão de João Batista, Ele vai para a Galileia e começa a anunciar: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Em seguida, chama os primeiros discípulos — Pedro, André, Tiago e João — e percorre toda a região pregando, curando e levando esperança.
Mateus recorda a profecia de Isaías: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz. Jesus é essa luz que ilumina os corações, trazendo sentido e esperança. Ele vem para transformar a escuridão em vida nova. A primeira palavra de Jesus é um convite: “Convertei-vos”. A conversão não é apenas mudar de comportamento, mas abrir o coração para Deus, deixar que Ele seja o centro da vida. Pedro, André, Tiago e João deixam imediatamente suas redes para seguir Jesus. Isso nos ensina que o seguimento de Cristo exige prontidão, desapego e confiança. A vocação cristã é resposta generosa ao chamado do Senhor. Ele não apenas anuncia, mas também cura e liberta. O Reino de Deus não é teoria, mas vida concreta que toca as feridas humanas. A Igreja continua essa missão: anunciar e servir, levando consolo e esperança.
Em resumo: Esta leitura nos mostra que seguir Jesus é entrar na luz, acolher a conversão e participar da missão de anunciar e servir. Ele nos chama hoje, como chamou os primeiros discípulos, para sermos portadores da Boa Nova.
Na certeza que Jesus é a luz que ilumina nossa vida, nosso Domingo será um dia de esperança, de encontro com Deus e de verdadeira alegria pascal.
