REFLEXÃO DA LITURGIA
23 de Janeiro
REFLEXÃO DO DIA - 23 de Janeiro
Escolha dos Apóstolos
Evangelho - Marcos 3,13-19
Na liturgia de hoje, na primeira leitura, vemos Davi diante de uma oportunidade única: Saul, que o perseguia para matá-lo, entra na caverna onde Davi está escondido. Davi poderia facilmente tirar a vida de Saul, mas escolhe apenas cortar a ponta de seu manto. Depois, mostra a Saul que não quis fazer-lhe mal, provando sua inocência e respeito pelo “ungido do Senhor”.
Davi reconhece que Saul, apesar de suas falhas, foi escolhido por Deus. Ele não se coloca como juiz, mas confia que o Senhor é quem decide o tempo e a justiça. Davi ensina que a verdadeira grandeza não está em se vingar, mas em agir com compaixão e domínio próprio. Ao poupar Saul, Davi abre espaço para o diálogo e para a paz. Isso nos lembra que, mesmo diante de injustiças, somos chamados a buscar a reconciliação e não a violência. Esse episódio antecipa a atitude de Jesus, que nos pede para amar os inimigos e fazer o bem a quem nos persegue.
Em resumo: Esta leitura nos convida a confiar na justiça de Deus, a praticar a misericórdia e a cultivar a paz, mesmo quando temos poder de retaliar.
No salmo responsorial temos, « Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, / vossa glória refulja na terra! / Vosso amor é mais alto que os céus, / mais que as nuvens a vossa verdade! »
No Evangelho, Jesus sobe ao monte e chama aqueles que Ele deseja: os Doze Apóstolos. Ele os constitui para estarem com Ele, para serem enviados a anunciar a Boa Nova e para terem autoridade de expulsar os espíritos impuros.
Jesus chama pessoalmente cada um. A iniciativa é sempre d’Ele, e nossa resposta é permanecer com Cristo. O primeiro propósito dos Apóstolos não é “fazer”, mas “estar”. A missão nasce da intimidade com o Senhor. Os Apóstolos representam o fundamento da Igreja, enviada ao mundo para anunciar o Evangelho e libertar do mal. Entre os Doze havia homens simples, com limites e até Judas, que o trairia. Isso mostra que Deus escolhe não pela perfeição, mas pela disponibilidade.
Em resumo: Este Evangelho nos lembra que todo cristão é chamado a estar com Jesus, para depois ser enviado em missão. A força da evangelização não vem de nós, mas da comunhão com Ele.
Na certeza que necessitamos estar íntimos de Jesus, nossa Sexta-feira será um caminho de paz, entrega e esperança, transformando o sacrifício em fonte de vida e amor.
