REFLEXÃO DA LITURGIA
16 de Janeiro
REFLEXÃO DO DIA - 16 de Janeiro
Cura do paralítico e
perdão dos pecados
Evangelho - Marcos 2,1-12
Na liturgia de hoje, na primeira leitura, o povo de Israel pede a Samuel um rei para governá-los, como as outras nações. Deus permite, mas adverte: o rei trará encargos pesados, exigirá tributos, servos e até os filhos para a guerra. Ainda assim, o povo insiste.
- A liberdade humana: Deus respeita nossas escolhas, mesmo quando não são as melhores. Ele não nos força, mas nos alerta.
- O perigo da idolatria do poder: ao desejar ser “como os outros povos”, Israel esquece que já tinha Deus como Rei. A busca por segurança humana pode nos afastar da confiança plena em Deus.
Muitas vezes queremos soluções humanas imediatas, esquecendo que Deus já é nosso Senhor e Pastor. A passagem nos convida a confiar mais em Deus do que em estruturas de poder ou promessas mundanas. É um chamado à fidelidade: só em Deus encontramos verdadeira liberdade e justiça.
Em Resumo: Deus nos dá liberdade, mas nos lembra que só Ele é o Rei que não oprime, mas salva.
No salmo responsorial temos, « Pois sois vós, ó Senhor Deus, a sua força e sua glória, / é por vossa proteção que exaltais nossa cabeça. / Do Senhor é o nosso escudo, ele é nossa proteção, / ele reina sobre nós, é o santo de Israel! »
No Evangelho, Jesus cura o paralítico que é levado por quatro homens até Ele, descendo-o pelo teto da casa. Antes de curar o corpo, Jesus perdoa os pecados, mostrando que a maior paralisia é a espiritual. Os escribas se escandalizam, mas o milagre confirma que Ele tem autoridade divina para perdoar.
- A fé que remove obstáculos: os amigos do paralítico não se deixam deter pelas dificuldades; sua fé ativa abre caminho para o milagre.
- Perdão antes da cura física: Jesus revela que a reconciliação com Deus é mais essencial que a saúde do corpo.
- Cristo é Senhor: ao perdoar pecados, Jesus manifesta sua identidade divina e inaugura o Reino de Deus.
Somos chamados a levar uns aos outros até Cristo, especialmente os que não conseguem caminhar sozinhos na fé. A maior cura que precisamos é a libertação do pecado, que nos paralisa interiormente. A fé comunitária e a confiança em Jesus abrem espaço para milagres em nossas vidas.
Em Resumo: Jesus nos mostra que a verdadeira libertação começa no coração, com o perdão e a fé.
Na certeza que Jesus nos liberta dos nossos pecados, nossa Sexta-feira será um dia de esperança renovada, de paz interior e de gratidão pela misericórdia divina.
