REFLEXÃO DA LITURGIA
15 de Janeiro
REFLEXÃO DO DIA - 15 de Janeiro
Perguntas sobre a autoridade de Jesus
Evangelho – Mateus 21,23-27
Na liturgia de hoje, na primeira leitura, Balaão, mesmo não sendo israelita, é tomado pelo Espírito de Deus e proclama uma bênção sobre o povo escolhido. Ele vê Israel com os olhos de Deus: um povo chamado a frutificar, a crescer e a manifestar a presença divina no mundo. A profecia culmina na visão de uma estrela que surge de Jacó e de um cetro que se levanta de Israel, imagem que a tradição cristã reconhece como anúncio do Messias, Jesus Cristo. Deus cumpre suas promessas e conduz a história, mesmo através de instrumentos inesperados. Onde muitos veem apenas fragilidade, Deus vê futuro. Onde alguns tentam amaldiçoar, Deus transforma em bênção.
Confiar na fidelidade de Deus, que age além dos nossos limites e expectativas.
Reconhecer Cristo como a luz prometida, a estrela que guia nossa vida.
Permitir que o Espírito nos abra os olhos, para enxergar a obra de Deus onde antes víamos apenas dificuldades.
Assim como Balaão, somos chamados a deixar que Deus transforme nosso olhar, para que possamos ver e anunciar a esperança que Ele faz nascer no meio do seu povo.
No salmo responsorial temos, « Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos / e fazei-me conhecer a vossa estrada! / Vossa verdade me oriente e me conduza, / porque sois o Deus da minha salvação. »
No Evangelho, os chefes dos sacerdotes e os anciãos questionam Jesus sobre a origem de sua autoridade. Eles não buscam a verdade, mas tentam colocá‑lo à prova. Jesus, porém, revela a incoerência deles ao perguntar sobre o batismo de João. Diante da verdade, eles preferem a conveniência ao compromisso com Deus.
A cena nos lembra que a verdadeira autoridade de Jesus não vem de títulos humanos, mas do próprio Pai. Ele age com liberdade, coragem e fidelidade, porque está enraizado na vontade divina.
Purificar nossas intenções: buscamos a verdade ou apenas aquilo que nos convém?
Reconhecer a autoridade de Cristo: Ele é o Senhor que fala com sabedoria e age com amor.
Responder com sinceridade: não basta conhecer a fé; é preciso deixar que ela transforme nossas escolhas.
A fé autêntica não teme a verdade. Quem se abre a Cristo encontra luz; quem se fecha permanece preso ao medo e ao cálculo humano.
Na certeza que Deus transforma nosso olhar, nossa Segunda‑feira será cheia de paz, leveza e novos começos.
