REFLEXÃO DA LITURGIA

15 de Fevereiro

REFLEXÃO DO DIA - 15 de Fevereiro

A nova justiça
é superior à antiga

Evangelho - Mateus 5,17-37

O valor de publicidade é revertido para manutenção do santuário.

Na liturgia de hoje, na primeira leitura, vemos que Deus nos dá liberdade verdadeira: diante de nós estão a vida e a morte, o bem e o mal, e cabe a cada um escolher. O Senhor não força, mas convida; não impõe, mas orienta. A responsabilidade das escolhas recai sobre nós, e delas brotam consequências.

A liberdade não é licença para fazer qualquer coisa, mas oportunidade de escolher o que conduz à vida. Quando optamos pelo pecado, nos afastamos da fonte da vida; quando escolhemos o bem, permanecemos na amizade com Deus. O texto reforça que o Senhor é justo e não manda ninguém pecar, mas deseja que todos vivam na plenitude da sua graça.

Em resumo: a verdadeira sabedoria está em usar nossa liberdade para escolher sempre o caminho da vida, que é permanecer fiel ao Senhor.

 

No salmo responsorial temos, « Ensinai-me a viver vossos preceitos; / quero guardá-los fielmente até o fim! / Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, / e de todo o coração a guardarei. »

 

Na segunda leitura, São Paulo nos lembra que a verdadeira sabedoria não é a do mundo, limitada e passageira, mas a que vem de Deus e se revela em Cristo. Essa sabedoria divina, preparada desde sempre para aqueles que O amam, ultrapassa nossa compreensão humana e só pode ser acolhida pela fé.

Muitas vezes buscamos segurança em raciocínios humanos ou em soluções imediatas, mas o plano de Deus é muito maior e mais profundo. O Espírito Santo nos introduz nesse mistério, revelando que o amor de Deus supera tudo o que olhos podem ver ou ouvidos ouvir.

Em resumo: a verdadeira sabedoria está em acolher o mistério de Cristo com humildade e confiança, permitindo que o Espírito nos conduza ao que Deus preparou para nós. Isso nos convida a viver com esperança, certos de que o Senhor tem para seus filhos uma plenitude que vai além de qualquer expectativa humana.

 

No Evangelho, Jesus afirma que não veio abolir a Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento. Ele aprofunda os mandamentos, mostrando que não basta evitar o ato exterior do pecado, mas é preciso purificar o coração e a intenção. Assim, a justiça do discípulo deve superar a dos fariseus, porque não se trata apenas de cumprir normas, mas de viver o amor que dá sentido à Lei.

Jesus nos chama a uma fidelidade interior: não basta não matar, é preciso vencer a ira; não basta não cometer adultério, é preciso purificar o olhar e o desejo; não basta jurar corretamente, é preciso que nossa palavra seja verdadeira sempre. Ele nos convida a ir além da letra, entrando na profundidade do espírito da Lei, que é o amor.

Em resumo: seguir Cristo é viver a plenitude da Lei no amor, deixando que o Evangelho transforme não só nossas ações, mas também nosso coração. Assim, a vida cristã não se reduz a regras, mas se torna caminho de comunhão com Deus e testemunho de justiça e misericórdia no mundo.

 

Na certeza de amarmos Jesus com exclusividade, nosso Domingo será um dia de verdadeira alegria e paz, iluminado pela presença do Senhor que nos fortalece e nos conduz no caminho da fidelidade e do amor.

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