REFLEXÃO DA LITURGIA
12 de Abril
REFLEXÃO DO DIA - 12 de Abril
Aparição de Jesus ao
Apóstolo Tomé
Evangelho - João 20,19-31
Na liturgia de hoje, na primeira leitura, a comunidade cristã primitiva é descrita como perseverante na oração, na escuta dos ensinamentos dos apóstolos, na comunhão fraterna e na fração do pão. Viviam unidos, partilhando seus bens, e eram testemunho vivo da presença de Cristo, de modo que todos ficavam admirados e muitos se juntavam a eles.
A verdadeira Igreja nasce da união em torno da Palavra, da Eucaristia e da caridade. A comunhão fraterna e a partilha são sinais concretos da ação do Espírito Santo, que transforma corações e atrai outros para a fé.
Em resumo: esta leitura nos ensina que a vida cristã só encontra sentido na vivência comunitária, na oração e na partilha, pois é na unidade que o testemunho da Ressurreição se torna credível e fecundo.
No salmo responsorial temos, « Empurraram-me, tentando derrubar-me, / mas veio o Senhor em meu socorro. / O Senhor é minha força e o meu canto / e tornou-se para mim o salvador. / “Clamores de alegria e de vitória / ressoem pelas tendas dos fiéis.” »
Na segunda leitura, o apóstolo nos recorda que Deus, em sua grande misericórdia, nos fez renascer para uma esperança viva por meio da ressurreição de Jesus Cristo. Ele fala de uma herança incorruptível reservada para nós no céu e nos encoraja a permanecer firmes na fé, mesmo em meio às provações, porque essas dificuldades purificam nossa confiança em Deus.
A verdadeira alegria não depende das circunstâncias externas, mas da certeza de que somos salvos em Cristo. As provações não são sinais de abandono, mas oportunidades de fortalecer nossa fé e de experimentar a fidelidade de Deus.
Em resumo: esta leitura nos ensina que a esperança cristã é firme e segura, porque está enraizada na ressurreição de Jesus. Mesmo em meio às lutas, podemos nos alegrar, pois “o valor da vossa fé, muito mais preciosa que o ouro perecível, será motivo de louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1,7).
No Evangelho, o Evangelho mostra Jesus Ressuscitado aparecendo aos discípulos, trazendo-lhes a paz e comunicando o Espírito Santo. Tomé, ausente no primeiro encontro, duvida da ressurreição até ver e tocar as chagas de Cristo. Ao reconhecer o Senhor, proclama: “Meu Senhor e meu Deus!”. Jesus então declara: “Felizes os que não viram e creram.”
A fé não depende apenas de sinais visíveis, mas da confiança no testemunho e na Palavra de Deus. Cristo nos dá a paz verdadeira e nos envia como testemunhas da sua vitória sobre a morte. Tomé representa nossas dúvidas humanas, mas também mostra que o encontro com Jesus transforma o coração e fortalece a fé.
Em resumo: esta leitura nos ensina que acreditar no Ressuscitado é fonte de alegria e vida nova, e que somos chamados a viver na paz e na confiança de que Jesus está sempre presente, mesmo quando não O vemos com os olhos, mas O reconhecemos pela fé.
Na certeza que Jesus é a nossa fonte de alegria, nosso Domingo será transbordante de esperança e gratidão, vivido com coração aberto à Sua presença, marcado pela paz que só Ele pode dar e pela força que nos impulsiona a testemunhar o amor de Deus em cada gesto e palavra.
